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Vamos falar de microcefalia, vírus Zika e prevenção?

29/01/2016

Você certamente tem acompanhado, no noticiário, o aumento dos casos suspeitos de microcefalia desde o final do ano passado. Atualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o próprio órgão e os estados estão investigando mais de 3400 casos, bem como sua relação com o vírus Zika, transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo vetor transmissor da dengue e da Febre Chikungunya.

A microcefalia é uma malformação congênita que impede que o cérebro se desenvolva de maneira adequada. Ou seja, os bebês que nascem com microcefalia têm o perímetro cefálico menor que o normal, podendo desenvolver problemas como déficit intelectual, dificuldades no aprendizado e alterações visuais, além de outras complicações, como explica a Dra. Margarete Villins.

Infectologista e professora do curso de medicina da Faculdade Santa Marcelina, Margarete enfatiza que a microcefalia não é uma doença nova e que sua causa não se restringe apenas à picada do mosquito contaminado pelo vírus Zika. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os outros fatores que podem desencadear a malformação estão substâncias químicas, bactérias, vírus e radiação.

Segundo a professora, uma criança que nasce com microcefalia deverá ser acompanhada, principalmente nos primeiros anos de sua vida, que é quando o cérebro se desenvolve mais rapidamente. O Ministério da Saúde desenvolveu o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika, um documento que prevê a “mobilização de gestores, especialistas e profissionais da saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê”, de acordo com o próprio órgão. O protocolo também define a estimulação precoce dos nascidos com a malformação, visando à maximização do potencial de cada criança.

Ao levar em conta todas as complicações que podem ser geradas pela microcefalia, Margarete chama atenção para a necessidade de preocupar-se com a possibilidade de a doença ser causada pelo vírus Zika, dado o aumento de casos a ele relacionados e a infestação do mosquito transmissor que, nesta época do ano, encontra mais possiblidades de se reproduzir devido ao aumento das chuvas. A orientação que ela dá às gestantes é que usem repelentes e roupas de manga comprida, maneiras simples de evitar a picada. Claro que, a isso, devem ser aliadas atitudes de eliminação do vetor, conscientização que, para a infectologista, tende a crescer devido ao aumento de riscos à saúde e à vida que podem ser ocasionados pelo Aedes aegypti.

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