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Excesso de exercícios físicos prejudica a saúde do corpo e da mente

25/01/2016

Você já percebeu que, nos últimos anos, o número de academias em seu bairro aumentou? Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular mostrou que, entre 2000 e 2010, por exemplo, a quantidade de estabelecimentos no país chegou a crescer cerca de 20 vezes, passando de 797 para mais de 16 mil academias. Mas a pergunta é: a que está associada essa procura crescente pela prática de exercícios físicos?

Para o educador físico William Garcia, três são os principais motivos que levam as pessoas a quererem se exercitar: em primeiro lugar, a busca pelo emagrecimento. Em segundo, a intenção de ganhar massa muscular e, por fim, a preocupação com a qualidade de vida.

Embora esse seja um avanço positivo, pois caracteriza a tentativa de manter uma vida mais saudável, alguns cuidados precisam ser observados. Entre eles, um dos destaques vai para o overtraining, ou seja, o excesso na prática de exercícios.

William explica que não há como mensurar o limite específico de cada pessoa. Segundo ele, tudo está diretamente ligado à atividade ou inatividade física de cada um. Por exemplo, existem pessoas que, desde muito novas, estão habituadas a se exercitar. Por outro lado, há aqueles que, apenas depois de adultos, buscam uma maneira de deixar o sedentarismo. Por isso, ressalta o educador, não se pode estabelecer o mesmo limite para ambos os casos.

Outro fator que pode influenciar as limitações é o objetivo de cada pessoa: atletas, por exemplo, que vivem em constante preparo físico, certamente têm um ritmo de treino mais intenso e extenso. Já as pessoas “normais”, que não têm na atividade física a sua finalidade de vida, devem treinar com moderação: aconselha-se o período de 1h a 1h30 por dia, sempre com a supervisão de um educador físico.

Mas afinal, o que o exagero, na hora de treinar, pode provocar? William elenca, como os principais resultados a curto e longo prazo, complicações como lesões musculoesqueléticas, cansaço extremo, fadiga muscular extrema e a perda excessiva de peso. Para as mulheres, há ainda a possibilidade de surgirem agravantes como a alteração do ciclo menstrual.

Entre as razões que levam as pessoas a cometerem excessos na hora de treinar, William chama a atenção para a imposição de padrões da sociedade, que estabelece modelos a serem seguidos, além do imediatismo, uma tendência que conduz à ansiedade por resultados extremos em períodos de tempo relativamente curtos. Para ele, não há problemas em tentar alcançar padrões: “O que precisa ser levado em conta é o tempo que as pessoas tidas como modelos levaram para chegar ao topo e, então, entender que aquele resultado dificilmente será obtido em tempo inferior”.

Além dos prejuízos para o corpo, William explica que essa obsessão afeta o psicológico: pode causar confusão mental, dor de cabeça e, até mesmo, ser entendida como vigorexia, um distúrbio que caracteriza a busca excessiva pelo treino a fim de compensar a insatisfação com o corpo.

Por isso, fica o alerta: alunos devem usar o bom senso e o acompanhamento conjunto de especialistas, como um preparador físico e um nutricionista, por exemplo. Já os profissionais devem ter em mente a obrigação de oferecer, aos seus alunos e pacientes, nada mais que saúde. “Uma pessoa precisa, quando já se encontra em processo de treino, ser mais saudável do que quando começou”, finaliza o educador.

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