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Estresse: quando a mente se cansa, quem paga é o corpo

13/11/2015

Acordar cedo, dormir tarde e entre esses importantes marcos de uma jornada diária, ter uma rotina com atividades que ocupam mais tempo que as horas que o dia oferece: trabalho, estudo, responsabilidades, contas, relacionamentos, filhos, trânsito, estresse! Cada vez mais, tem aumentado a quantidade de pessoas afligidas por esse estado e seus sintomas, que afetam tanto o psicológico quanto o físico de cada indivíduo.

Segundo a chefe de Psicologia do HCor (Hospital do Coração), Silvia Cury, o medo, a depressão e a ansiedade são alguns dos fatores psicológicos gerados por consequência de um dia a dia estressante. Além disso, o estresse libera substâncias químicas capazes de agredir o coração, provocar o aumento da pressão e até mesmo resultar em morte súbita, como explica a doutora. Outro fator para o qual ela aponta é a ligação desse estímulo com doenças como enxaqueca e psoríase, distúrbios para os quais, muitas vezes, a origem é desconhecida do portador.

Mas afinal, quem pode ser afetado com o estresse e seus sintomas? Homens, mulheres, crianças? Acertou quem arriscou todas as alternativas. A Dra. Silvia explica que, para os pequenos, a cobrança excessiva dos pais em relação a uma forte sobrecarga de estudos e/ou atividades que muitas vezes não são compatíveis com o perfil da criança pode ocasionar estresse e sintomas graves como depressão, obesidade e problemas com a autoestima. Já nos adultos, além de afetar o sono, o sexo e tarefas que exigem concentração, reflexão e necessidade de clareza e raciocínio para a tomada de decisões, o estresse pode ter diferentes manifestações entre o sexo masculino e o feminino. Enquanto os homens demonstram mais habilidade em agir de forma racional diante dos problemas e situações do cotidiano, as mulheres tendem a ficar deprimidas com mais facilidade. E naquelas que já vivem em meio a uma rotina estressante, a famosa TPM – que em muitas mulheres se manifesta de maneira bem mais agressiva – pode intensificar a sensibilidade e gerar situações em que os efeitos do estresse ocorram com mais frequência.

Mas afinal, existe estresse zero? Segundo a Dra. Silvia, a resposta é não. E essa premissa é reforçada pelo conhecido Dr. Drauzio Varella, em matéria publicada em seu site. De acordo com ele, o estresse é uma defesa natural que ajuda o ser humano a sobreviver. No entanto, a cronicidade do estímulo pode comprometer o sistema imunológico. Por isso, como orienta a Dra. Silvia, é necessário aprender a gerenciar esse estresse. Praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e ter o controle das tarefas do dia são alguns passos para evitar que o corpo pague por uma pressão sofrida pela sua mente. Ela também recomenda a moderação ao consumir bebidas alcoólicas e o abandono do ato de fumar, um hábito com alto nível gerador de estresse.

E claro, para situações que se tornam impossíveis de controlar, o auxílio e acompanhamento de um profissional, além da realização de um tratamento são decisões essenciais. Elas ajudarão na busca por qualidade de vida e na cura das complicações ocasionadas pelo estresse.

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