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Degeneração macular relacionada à idade

12/06/2015

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença ocular que pode surgir em pessoas a partir dos 50 anos, causando perda progressiva de visão no centro do olho e podendo levar à cegueira. A doença pode ocorrer com o envelhecimento de algumas células da região central da retina, chamada de mácula.

Há dois tipos de DMRI: a seca (atrófica) e a úmida (exsudativa), segundo o oftalmologista Vinícius Paganini Nascimento, especialista em glaucoma e retina. “A fase inicial é sempre a forma seca, mas em algumas pessoas a doença progride ainda mais, havendo um estímulo para a criação de vasos na mácula, o que causa a forma úmida”, afirma.

Sintomas

A forma atrófica pode ser assintomática ou apresentar um embaçamento visual, de leve a moderado, que aparece de forma bem lenta. “A forma exsudativa causa uma piora severa da visão, abrupta e central. As duas formas podem dificultar, principalmente, a leitura e ver ao longe. Mas, com os tratamentos atuais, conseguimos bons resultados para retardar a baixa de visão e torná-la menos grave”, garante o médico.

Os fatores de risco mais significativos são: “Pele clara, ser fumante ou já ter sido, ter familiares que já tiveram a doença e, menos importante, ter muita exposição solar sem proteção do óculos de sol”, lista Vinícius.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito em um exame de rotina de fundo de olho. “Nele, podem ser observadas alterações características da degeneração senil de mácula. Além disso, há exames complementares que ajudam a confirmar o diagnóstico, mas principalmente auxiliam a classificar e fazer o seguimento de melhora ou piora da doença: angiofluoresceinografia, retinografia e tomografia de coerência óptica (OCT)”, explica o oftalmologista.

Tratamento

Após o diagnóstico, o acompanhamento com o médico oftalmologista deve ser constante, para evitar progressão e fazer o tratamento adequado. “Há como reverter apenas a forma exsudativa (úmida) da doença, com injeção intravítrea (dentro do olho) de anti-VEGF – que faz com que os vasos que surgem na região macular diminuam ou até desapareçam”, diz o especialista.

Para a forma seca não há tratamento, mas há como evitar a progressão. “É recomendada pelo médico a ingestão de vitaminas específicas, sendo a principal delas a luteína”, salienta. A dieta saudável é também sugerida pelo oftalmologista: “O paciente precisa consumir verduras e legumes verdes, como espinafre, couve ervilha, entre outros, como o milho, que são ricos em luteína”, acrescenta.

Caso a pessoa seja fumante, deve interromper esse hábito imediatamente. “Esse é um dos fatores de risco mais relacionados com a DMRI”, alerta Vinícius. “Além disso, é preciso usar óculos escuros ao se expor aos raios solares”, finaliza.

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