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Entenda sobre o câncer de ovário

08/05/2015

Em 8 de maio é lembrado o Dia Mundial do Câncer de Ovário, data criada para conscientizar as mulheres sobre a doença. Esse tipo de neoplasia é uma das mais difíceis de diagnosticar devido aos sintomas, que são similares aos de outras doenças. É, ainda, o segundo câncer ginecológico mais comum e a sétima causa de morte por câncer na população feminina.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que 250 mil novos casos surjam anualmente no mundo e a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) alerta para 5.680 novos casos no Brasil. Os dados estatísticos indicam que apenas 45% das mulheres com câncer de ovário têm probabilidades de sobreviver durante 5 anos, em comparação com 89% das mulheres com câncer de mama.

A taxa de mortalidade é alta, segundo o oncologista e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Evanius Wiermann, porque 75% dos cânceres no ovário estão em estágio avançado quando são diagnosticados. “O ovário tem espaço para crescimento e esse aumento de volume se dá de forma indolor. Entre o início da doença e o aparecimento dos sintomas podem se passar meses”, explica.

Os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com simples dores abdominais, prisão de ventre, inchaço, náuseas, diarreia, aumento da urina, ganho ou perda de peso súbito e hemorragia vaginal anormal, o que faz com que a mulher procure o médico tardiamente. “Ainda não há um método de diagnóstico precoce muito efetivo para o câncer de ovário, fator que dificulta bastante a detecção da doença em fases iniciais”, conta Wiermann.

Se descoberto precocemente, o tumor pode ser retirado com cirurgia, sem que haja a necessidade de quimioterapia e radioterapia, apresentando expectativa de vida superior a 5 anos em 90% dos casos.

Não existe uma causa específica para a doença, porém os fatores de risco como o histórico familiar, a reposição hormonal pós-menopausa, o tabagismo e a obesidade devem ser observados.

Para prevenir a doença ou mesmo detectá-la precocemente, é necessário estar em dia com exames e idas ao ginecologista.

 

Caso Angelina Jolie

 

O câncer de ovário ganhou destaque na mídia devido à cirurgia preventiva realizada pela atriz Angelina Jolie, que retirou os ovários através de um procedimento denominado ooforectomia. A atriz descobriu por meio de um exame que era portadora da mutação genética BRCA1 e que tinha 40% de chances de desenvolver essa anomalia.

“Essa é uma atitude, sem dúvida nenhuma, que deve ser respeitada e considerada para quem recebe uma informação de possuir um gene BRCA1 ou BRCA2 com mutação, que indica probabilidade elevada do desenvolvimento da doença”, explica Wiermann. E acrescenta: “É importante ressaltar que mesmo com a retirada dos ovários, ainda existe um risco residual de ter câncer, por ser uma doença multifatorial”.

Um dos principais problemas decorrentes da remoção dos ovários é a menopausa precoce, o que significa maior risco de osteoporose, redução da libido e da elasticidade da pele. 

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