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Boa noite de sono e saúde

16/01/2015

Dificilmente há quem não goste de dormir, e muito menos quem não fique cansado pelo resto do dia com poucas horas de sono. O que muita gente não sabe, entretanto, é o quanto se faz mal quando não se dorme bem.

Segundo a médica Monalisa Oliveira, dormir pouco acarreta diversos prejuízos à saúde;  estudos conduzidos com ratos mostraram que não dormir durante alguns dias pode até levar à morte. “Outro estudo mostrou que dormir menos de seis horas por dia aumenta em 12% o risco de morte prematura”, diz.

As fases do sono

O sono é dividido em REM (do inglês “rapid eye movement”, ou rápido movimento dos olhos) e não REM (NREM). “O sono NREM tem quatro estágios e as fases ocorrem em ciclos que se repetem ao longo das horas dormidas. Cada uma delas é responsável por uma atividade diferente, por exemplo: liberação de hormônios, consolidação da memória e do aprendizado, restauração de tecidos e ganhos de massa muscular”, afirma Monalisa.

Durante uma boa noite de sono, portanto, recupera-se a saúde física e mental, garantindo o bom funcionamento do organismo como um todo. “Por isso, dormir bem e de forma contínua é muito importante. Sempre que uma pessoa acorda durante a noite, retorna ao estágio inicial de sono e isso pode interferir em alguns processos que só ocorrem na fase mais profunda, a REM”, explica ela.

Por quantas horas dormir?

A quantidade de horas necessárias para dormir bem é individual, segundo a médica: “Alguns organismos precisam de seis horas de sono, outros de nove, e bebês de 15 a 16 horas por dia”.

A idade é um fator determinante: “Alguns estudos demonstram que a quantidade de sono diminui cerca de 10 minutos por década até os 60 anos de idade, e que esse declínio é mais acentuado nos homens em comparação às mulheres”, comenta.

Nos idosos, os ciclos são mais curtos e o tempo total do sono é menor, porque o despertar geralmente é mais frequente e repetitivo. “É por isso que há a crença de que, com a idade, o sono se torna mais ‘leve’”, lembra a médica. Portanto, quanto mais velha a pessoa, mais cedo se cansa e mais cedo acorda.

Pode-se “tirar o atraso” do sono?

Engana-se quem pensa que, por dormir mais aos finais de semana, irá fugir dos danos que as várias noites maldormidas provocam. A médica esclarece e alerta: “Isso não é suficiente para reparar todos os danos causados à saúde. Apesar de, eventualmente, haver a sensação de diminuição de sonolência e cansaço, a pessoa ainda não é capaz de evitar problemas como a dificuldade de concentração e coordenação motora”.

O que as noites maldormidas podem provocar:

- Cansaço;

- Sonolência;

- Dificuldade de concentração;

- Falhas de memória e raciocínio;

- Dores no corpo e de cabeça (devido ao cansaço);

- Redução dos processos de regeneração celular, resultando em: flacidez da pele; envelhecimento precoce, olheiras, cabelo enfraquecido;

- Sistema imunológico prejudicado;

- Problemas cardíacos como infarto, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral;

- Aumento de peso (devido ao estresse, que leva a comer mais).

 

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